FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

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Solidariedade e liberdade para Rafael Braga: pelo fim do racismo

10-05-2017

rafael braga

Foto: Germán Aranda - Carta Capital

A secretária executiva da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), pastora Cibele Kuss, que participa da XII Assembleia da Federação Luterana Mundial (FLM), de 10 a 16 de maio, em Windhoek, na Namíbia, como delegada representante da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), foi uma das mulheres convidadas a falar na Pré-Assembleia de Mulheres.

Promovida pela Secretaria de Mulheres na Igreja e na Sociedade, do Departamento de Teologia e Testemunho Público da FLM, de 6 a 9 de maio, a pré-assembleia trabalhou quatro diferentes áreas: “Suas histórias”, “Empoderamento das mulheres em espaços de liderança e no ministério ordenado”, “Política de Justiça de Gênero”, e “Mulheres fazendo teologia”. 

Cibele participou do painel “Mulheres fazendo teologia: desafios para as mulheres no campo teológico, pesquisa e produção de conhecimento. Para que serve uma teologia feita por mulheres?". Para ela, um dos lugares da teologia feminista é a esfera pública, já ocupada há muito tempo pela diaconia, mas que deve se empoderar com ações articuladas, de incidência, que integram etnias, gênero, religião, economia, entre outras questões.   

“Precisamos transformar nossos valores cristãos e ecumênicos, a misericórdia, o amor, a justiça e o direito, em participação ativa em todos os espaços e discursos em que a vida é golpeada com racismo e misoginia, com retirada de direitos”, disse. “Os valores humanistas das religiões não podem ser sequestrados pelo neoliberalismo”.

Como ação concreta, Cibele convidou mulheres, igrejas e organizações baseadas na fé a aderirem à ação de incidência promovida pela Fundação Luterana de Diaconia em apoio à liberdade do brasileiro Rafael Braga, juntando-se a outras inúmeras manifestações promovidas por grupos e organizações sociais, no Brasil e no mundo. 

O jovem, negro, de família pobre, catador de latinhas, foi a primeira pessoa que teve sua condenação vinculada aos protestos no Brasil, em 2013, que levaram milhares de pessoas às ruas.  Ele, que não participava dos protestos e não tinha relação com as pessoas manifestantes, foi detido com duas garrafas de produtos de limpeza – água sanitária e desinfetante Pinho Sol – consideradas “artefato explosivo ou incendiário” pela polícia e pelo juiz responsável pelo caso, preso e condenado. Nesse mesmo ano, vários manifestantes foram presos – em regra, brancos e de classe média – e foram soltos rapidamente, na maioria dos casos no mesmo dia.

Sobre a ação de incidência proposta pela FLD, Martha Maas, representante da juventude da IECLB na assembleia da FLM e conselheira da FLD, lembrou que as formas de sofrimento e preconceito são várias e estão fortemente enraizadas nos pensamentos e ações das pessoas. "Conversar com as juventudes de diversas partes do mundo mostrou uma luz em meio ao profundo momento de falta de esperança em que vivemos. Estamos reunidas e reunidos em nome de um tema central, Livres pela Graça de Deus - como podemos pensar em liberdade em um contexto no qual pessoas sofrem apenas por serem do jeito que são?", disse. "Foi com alegria que vi que todas e todos aqui, ao serem abordados, prontamente atenderam ao chamado de se posicionarem contra o racismo e a injustiça. Assim, podemos somar vozes vindas de diferentes partes do mundo, para juntas e juntos buscarmos o mesmo objetivo comum, que é a vida digna para todas as pessoas".

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Você também pode se levantar contra o racismo e a injustiça. Poste uma foto sua nas redes sociais com a hashtag #JustiçaRafaelBraga. Algumas dessas fotos serão selecionadas para serem publicadas no Facebook do CONIC e da Fundação Luterana de Diaconia

Cartaz

Para ilustrar a sua foto, você pode escrever um cartaz à mão ou imprimir o cartaz que está disponível para download abaixo. Aproveite para escrever o nome da sua organização no rodapé.