• Introducao
• Apresentação, tema e lema
• Fraternidade e economia
• Objetivos da CFE
• Continuidade
• Conic
• Mais informações
• Coleta da CFE
• Partilha e destinação dos recursos
• Organização e animação para a coleta
• O envio do gesto concreto
• Encaminhamento de projetos

 

 

Download do cartaz da Campanha da Fraternidade 2010

 

Introducao

Pela terceira vez será realizada uma Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). As campanhas ecumênicas são realizadas a cada cinco anos. A campanha de 2010 vai do início da Quaresma até o domingo que antecede a Páscoa. O envelope e o cofrinho são meios de realizar a coleta. Também podem ser feitos depósitos na conta bancária exclusiva da CFE. Com o tema “Economia e vida” e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24c), seu objetivo é arrecadar recursos para apoiar projetos sociais que promovam “uma economia a serviço da vida, sem exclusões, contribuindo na construção de uma cultura de fraternidade e paz”.

 

O Fundo Ecumênico de Solidariedade será administrado pelo Comitê Gestor das igrejas membro do Conic, mais a Cáritas Brasileira e a Fundação Luterana de Diaconia. A data do encaminhamento de projetos será divulgada posteriormente. Os cadernos do texto base e para formação de lideranças e animação da campanha podem ser adquiridos junto ao Conic ou livrarias indicadas.

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Apresentação, tema e lema

A CFE de 2010 é promovida em conjunto pelas igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), como aconteceu em 2000 e 2005.

 

O tema pensado para a campanha de 2010 é “Economia e vida” e seu lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24c). Embora a palavra paz não apareça no tema e no lema, ela continua como horizonte amplo e profundo da reflexão e da ação. Não há paz quando o interesse econômico sacrifica pessoas, cria desigualdades inaceitáveis e acaba sendo um ídolo que governa a vida da sociedade.

 

O desafio desta campanha é uma resposta às perguntas: “Em que medida o sistema econômico afeta a vida dos filhos e filhas de Deus e do seu meio ambiente vital?”, “Como vivemos nossa fé no contexto de miséria e de fome, de falta de saúde e moradia, de precariedade no trabalho e insegurança de um grande número de pessoas que convivem conosco no Brasil?”.

 

éem Deus, “que ama a justiça e o direito e cuja misericórdia se estende a toda a terra” (Sl 33,5), o Conic quer ir além de uma mera crítica ao sistema capitalista vigente. Espera que a campanha mobilize igrejas e sociedade a responderem com ações concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, baseadas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário.

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Fraternidade e economia

A fraternidade cristã não é feita só de palavras amáveis e bons sentimentos. Ela requer atitudes, ações concretas. Não basta orar pelos pobres. Se fizermos só isso, seríamos como aquele primeiro filho, da parábola que Jesus conta em Mt 21,28-31, que diz que vai trabalhar na vinha, mas acaba não indo, que diz ao pai as palavras certas e depois se omite. Ser irmão é comportar-se como irmão.

 

Quem se conforma com um sistema econômico que marginaliza e gera desespero para tantas pessoas, de fato não está sendo irmão. De modo irônico, o povo às vezes comenta essa incoerência usando a expressão “amigos, amigos, negócios à parte”.  Mas, para a fraternidade cristã, os “negócios”, o comércio, o sistema que atinge tantos filhos e filhas de Deus, não pode ser algo “à parte”, independente de nossas opções de fé. Nossa fraternidade tem que incluir tudo que atinge a família humana.

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Objetivos da CFE

Os objetivos, como todos os materiais da campanha, foram elaborados em equipes ecumênicas formadas por pessoas indicadas pelas igrejas. Esse trabalho conjunto propôs:

 

Objetivo geral
“Unir Igrejas cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, contribuindo na construção de uma cultura de fraternidade e paz”.

 

Esse objetivo não pode ser alcançado se a superabundância material de que goza uma pequena parte da humanidade continua crescendo à custa do esforço da maioria e da extrema pobreza de muitas famílias. Percebemos em especial no Brasil esta realidade manifestada historicamente na desigualdade social que é, há séculos, a característica principal do sistema econômico em que vivemos.

Princípios de justiça econômica que sirvam e sustentem a vida só poderão tornar-se realidade se forem estabelecidas também metas de sustentabilidade ecológica e de ampliação do exercício da democracia em todos os níveis. A atitude cidadã não se resume ao voto obrigatório nas eleições, mas exige o comprometimento das pessoas com sua comunidade. Ser cidadão exige envolvimento de fato nas questões que afetam a vida do nosso povo. E é fundamental rever o atual privilégio dedicado às questões econômicas e financeiras, para que o ser humano e seu direito a vida digna sejam o centro das decisões econômicas. Propomos, portanto, alguns objetivos específicos para esta Campanha da Fraternidade.

 

Objetivos específicos:

• Denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte.

• Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como o bem mais precioso.

• Conclamar igrejas, religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todas as pessoas.

 

Esses objetivos devem ser trabalhados em quatro níveis: social, eclesial, comunitário, pessoal. Sonhamos com a preservação da grande casa comum, o planeta Terra, planeta da vida e morada da família humana. Buscamos mudanças na economia, na administração dessa casa comum, em fraterna cooperação entre cristãos e cristãs, seguidores de diferentes religiões e pessoas de boa vontade, ativas na sociedade.

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Continuidade

Nas CFEs, os temas se voltam para a valorização da pessoa, o cuidado da natureza e os grandes direitos dos seres humanos, compreendidos como filhos preciosos e amados do Criador. A Campanha do ano 2000 se inspirava nas muitas expectativas e reflexões motivadas pela virada do milênio. Seu tema era: “Dignidade humana e paz” e o lema escolhido foi: “Novo milênio sem exclusões”. Sua proposta foi o compromisso com o resgate da dignidade humana ferida nos porões da vida, à luz do sol e nos bastidores da política. É a nossa própria dignidade que está em jogo quando outras pessoas são humilhadas, por ações diretas contra elas ou pelas conseqüências das estruturas injustas que continuamos sustentando em nossa sociedade.

 

Dando continuidade a esse propósito, em 2005 o tema da campanha que as igrejas do Conic promoveram foi: “Solidariedade e paz”, acompanhada do lema: “Felizes os que promovem a paz”. O crescimento da violência, o terrorismo e as guerras frustravam as esperanças de um milênio de paz. A solidariedade, expressão viva da fraternidade que deve unir todos os humanos foi proposta como a solução cristã e verdadeiramente humana, a atitude que deve inspirar as ações individuais e coletivas e ser a força que apaga a violência e traz a paz.

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Conic

O Conic foi fundado em 1982. Define-se como uma associação fraterna de Igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador. Sua missão é servir às igrejas cristãs no Brasil, na vivência da comunhão em Cristo, na defesa da integridade da criação, promovendo a justiça e a paz para a glória de Deus.

 

Atualmente, fazem parte do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.  

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Mais informações

A CFE se expressa concretamente pela oferta de doações em dinheiro na Coleta da Solidariedade. É um gesto concreto em âmbito nacional, realizado em todas as comunidades cristãs, paróquias e dioceses.

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Coleta da CFE 

A coleta é realizada no Domingo de Ramos, mas as doações podem ser feitas durante toda a Quaresma, como expressão concreta de um verdadeiro jejum, através do envelope e cofrinho com adesivo da CFE.

 

Dia Nacional da Coleta
O Dia Nacional da Coleta da Solidariedade, portanto, é no Domingo de Ramos, 28 de março de 2010.

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Partilha e destinação dos recursos

Sessenta por cento (60%) da Coleta das Igrejas ficarão à disposição de cada comunidade eclesial local (presbitério, dioceses, sínodos etc) e segundo os costumes tradicionais de cada uma delas serão destinado à solidariedade local, apoiando projetos relacionados com o tema da campanha. As comunidades locais são convidadas a reproduzir, onde for possível, em âmbito local ou regional, um gesto ecumênico como é realizado em âmbito nacional.

 

Quarenta por cento (40%) da Coleta das Igrejas serão enviados para a constituição do Fundo Ecumênico de Solidariedade Nacional, que apoiará projetos relacionados com o tema da campanha.

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Organização e animação para a coleta

Todas as pessoas das comunidades eclesiais serão convidadas a colaborar com o gesto concreto de solidariedade durante todo o tempo da campanha, que vai do início da Quaresma até o domingo que antecede a Páscoa. É importante que pastores(a) sinodais, obreiros(as), bispos, padres, religiosos(as), equipes de campanhas, lideranças leigas e agentes de pastoral animem todos os membros e fiéis a participarem, oferecendo a alegria de sua solidariedade – que é uma das melhores formas de sacrifício quaresmal – em favor de pessoas e grupos que buscam formas alternativas de economia. O envelope e o cofrinho são meios de realizar a coleta. Também podem ser feitos depósitos na conta exclusiva da CFE, conforme está a seguir:

 

Para depósito dos 40% ou outra doação pessoal
Fundo Ecumênico de Solidariedade
Caixa Econômica Federal
Agência 2220
Conta corrente 020-1
Operação 3
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Enviar comprovante do depósito para o fax: 61 2103 8303

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O envio do gesto concreto

Cada igreja deve estabelecer a forma do envio dos 40% e a aplicação dos 60%.

 

No caso das comunidades e paróquias da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), o resultado integral da coleta poderá ser repassado para o seu respectivo Sínodo. Os sínodos, em diálogo com a direção da Igreja, deverão decidir sobre a forma de aprovação de projetos com a aplicação dos 60% a serem arrecadados. Existe, também, a possibilidade de estes recursos serem repassados para a Fundação Luterana de Projetos, para a aprovação de projetos relacionados ao tema da Campanha.

 

Todas as igrejas, por sua vez, encaminham 40% do total da coleta para o Fundo Nacional da Solidariedade, na conta mencionada anteriormente.

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Encaminhamento de projetos  

O Fundo Ecumênico de Solidariedade será administrado pelo Comitê Gestor das igrejas membro do Conic, mais a Cáritas Brasileira e a Fundação Luterana de Diaconia.

 

O fundo (soma dos 40% de contribuição das igrejas; das doações pessoais e rendimentos bancários) tem a finalidade de apoiar projetos para contribuir com os processos de superação de exclusão social e econômica. Os projetos de abrangência local preferencialmente devem ser apoiados pelos 60% que permanecem nas igrejas locais.

 

A instituição ou grupo que pretende buscar apoio do Fundo Ecumênico da Solidariedade Nacional deverá enviar o projeto, sempre relacionado ao tema da CFE, para uma das instituições a seguir:

 

Fundo Ecumênico de Solidariedade
Fundação Luterana de Diaconia
Rua Dr. Flores, 62 – sala 901
Porto Alegre RS
90020-10
Telefone: 51 3225 9066

Ou

Fundo Ecumênico de Solidariedade
Cáritas Brasileira
SDS – Bloco P – Ed. Venâncio III – Sala 410
Brasília DF
70393-902
Fones: 61 3214 5400 ou 61 3214 5418

 

A Fundação Luterana de Diaconia e a Cáritas Brasileira receberão os projetos, farão os procedimentos de cadastro, averiguação técnica de cada projeto e uma análise. Após esse processo, os projetos serão apresentados ao Conselho Gestor do Fundo Ecumênico de Solidariedade, para análise final e decisões. A data de encaminhamento de projetos será divulgada posteriormente.

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