Direito à Memória e à Verdade – a Ditadura no Brasil:

de 1964 a 1985

 


Concebida originalmente pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) para comemorar os 27 anos de promulgação da Lei da Anistia (28 de junho de 1979), completados em 2007, a exposição Direito à Memória e à Verdade – a Ditadura no Brasil: de 1964 a 1985 recupera a memória do golpe que mergulhou o país numa ditadura de 21 anos, com imagens que vão do culto ecumênico realizado na Catedral da Sé pela morte do jornalista Wladimir Herzog (considerado a primeira mobilização pública contra o AI-5) ao comício da campanha “Diretas Já” na mesma praça. A iniciativa acontece por meio da parceria da SEDH, a ONG Alice (Associação Livre para Informação, Cidadania e Educação), de Porto Alegre (RS) e a FLD.

 

 

Às cenas que se tornaram símbolo da luta pela democracia, como a troca de presos políticos pelo embaixador americano Charles Elbrick ou o embate entre estudantes e polícia na rua Maria Antônia, em São Paulo, somam-se registros até então inéditos ao grande público, como a praça do Congresso Nacional tomada por tanques de guerra.

 

São ao todo cerca de 160 imagens, organizadas cronologicamente em grandes painéis – além de memoriais erigidos para heróis brasileiros “anônimos”. Aberta pela primeira vez em agosto de 2007, na Câmara dos Deputados, “Direto à Memória e à Verdade” já passou por inúmeras capitais e cidades brasileiras. Em alguns locais, ficou permanente.

 

“São registros de um passado marcado pela violência e por violações de direitos humanos. Só de posse desse conhecimento o país saberá construir instrumentos eficazes para garantir que esse passado não se repita nunca mais”, confirmou o ministro Paulo Vanucchi, idealizador da exposição nacional.

 

Para mais informações sobre possibilidades de montar a exposição, encaminhar um email para fld@fld.com.br

 

Crédito das fotos:

Arquivos Governo Federal

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