Direito à Memória e à Verdade – a Ditadura no Brasil:de 1964 a 1985
O trabalho considera três linhas de atuação: exposições com enormes painéis fotográficos; debates sobre a Ditadura Militar e suas consequências na violação dos Direitos Humanos nos tempos atuais; e a instalação de memoriais em homenagem aos mortos e desaparecidos.
Entre março de 2009 a setembro de 2010 cerca de dois milhões de pessoas participaram das atividades desenvolvidas pelo projeto. Durante este período, foram instaladas 11 exposições – que trazem imagens que se tornaram símbolo da luta pela democracia, como a troca de presos políticos pelo embaixador americano Charles Elbrick ou o embate entre estudantes e polícia na Maria Antônia, em São Paulo –, realizados 17 debates e inaugurados 16 memoriais.
Dentre muitos, vale destacar o debate realizado durante o Fórum Social em 2009, em Belém, no Pará. Sob o tema A Resistência das Mulheres, trouxe a professora e ativista de Direitos Humanos, Amélia Teles, a diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Eliana Rolemberg, e a antropóloga e pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Rosa Marga Rothe. No final do debate, 10 pessoas da platéia deram depoimentos pessoais denunciando terem sofrido algum tipo de tortura durante a repressão.
Sobre as palestrantes: Amélia Teles foi presa e torturada, junto com a família; Eliana Rolemberg foi presa e, separada da filha recém nascida e do marido, teve que buscar exílio no exterior; Rosa Marga Rothe destacou-se como ativista do Movimento pela Libertação dos Presos do Araguaia durante a ditadura, trabalhou com educação popular e foi a primeira ouvidora do Sistema Estadual de Segurança Pública do Pará.
Para mais informações sobre possibilidades de montar a exposição, encaminhar um email para fld@fld.com.br
Crédito das fotos: Arquivos Governo Federal |
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