FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

Diaconia Transformadora

A diaconia transformadora é um conceito mobilizador da reflexão e da atuação da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), que visa gerar uma circularidade de libertação, transformação e incidência. Confessamos e acreditamos em uma diaconia que promove ações coletivas em realidades e grupos que vivem opressões econômicas, sociais, políticas, culturais, sexistas, racistas, xenofóbicas, homo-lesbo-transfóbicas e ambientais. No texto de Marcos 12.30s , Jesus aponta que o amor é o coração da diaconia, ao estabelecer o primeiro mandamento do amor: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força”. 

O segundo é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não há outro mandamento maior do que esse. Nele, a compreensão diaconal está fundamentada na ideia de que o amor é uma realidade que envolve o pensar, o sentir e o agir. Os contextos plurais desafiam a diaconia transformadora a ampliar, incluir e fazer a opção evangélica-profética contundente e pública pela diversidade com direitos para toda a Criação.

Diaconia é uma ação amorosa que nos mobiliza a refletir e a elaborar estratégias de transformação; implica planejamento coletivo de ações de empoderamento, dignidade, protagonismo e comunhão entre pessoas, grupos e organizações, na superação das desigualdades. Envolve também processos contínuos de monitoramento e avaliação. É, ainda, serviço, mas no entendimento de “agir de forma articulada e amorosa”, desconstruindo concepções de serviço sustentadas na lógica de quem serve e a quem se serve. Em Marcos 10.43, Jesus afirma: “Não deve ser assim entre vocês”, declarando que opressões de quaisquer naturezas são contrárias à sua prática inclusiva, libertadora e transformadora.

A FLD é uma organização de base confessional, que respeita a diversidade religiosa e o Estado Laico brasileiro. Diaconia, teologia e confessionalidade luterana são aspectos importantes em sua trajetória e dialogam nas complexas e desafiadoras relações entre religiões e esfera pública, corroborando a afirmação da laicidade do Estado e dos Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais.